Dia Internacional da Mulher: cinco filmes com mulheres fortes

10, MAR de 2017


 

A representatividade importa, seja no cinema, na TV ou na literatura. Sabemos que o número de produções com mulheres protagonistas é menor se comparado aos homens. Se pensarmos nas mulheres negras, esse número reduz ainda mais. Falta incentivo às boas histórias, com personagens instigantes e que não perpetuam estereótipos sobre o que é ser mulher. Ao mesmo tempo, é preciso interesse em inverter essa lógica mercadológica, em que os produtos são pensados e produzidos a partir de um olhar masculino. Sem contar o investimento econômico.

Segundo o Relatório 2017 sobre a Diversidade em Hollywood, apesar de comporem metade da população dos Estados Unidos, as mulheres têm apenas 29% dos papéis principais em filmes e menos de 10% dos diretores dos 200 longa-metragens principais de 2015 eram do sexo feminino. A pesquisa, elaborada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), analisou 200 filmes de 2015 que foram sucessos de bilheteria, além de 1.206 programas de televisão que foram ao ar entre 2014 e 2015. No Brasil, não há pesquisas relacionadas ao assunto.

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, apresento cinco filmes com mulheres fortes, que não só marcaram a nossa história, mas que também têm protagonizado produções relevantes no mundo cinematográfico. Confira:

1. Olga (2004)

Baseado em fatos reais, Olga  conta a história de Olga Benário (Camila Morgado), uma jovem judia alemã. Militante comunista, é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Durante a viagem, os dois planejaram a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas. Olga precisou lutar pelo comunismo e, principalmente, por sua sobrevivência.

Disponível na Netflix.

2. As Sufragistas (2015)

Também baseado em fatos reais, As Sufragistas retrata a luta das mulheres pelo direito ao voto. No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não podiam votar no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar protestos para chamar a atenção dos políticos. Elas também se preocupavam com problemas cotidianos, como a violência sexual, os menores salários em relação aos homens e o fato de que não poderem criar seus filhos sozinhas.

3. Frida (2002)

Ícone da cultura mexicana e um dos principais nomes da história artística do México, Frida Kahlo tem ganhado cada vez mais visibilidade últimos anos. O filme retrata a história de Frida, que, aos 18 anos, sofreu um grave acidente, que perfurou suas costas a provocou uma fratura pélvica. Ela ficou meses entre a vida e a morte no hospital, teve que operar diversas partes e reconstruir por inteiro seu corpo. Integrante do Partido Comunista Mexicano, a pintora é considerada mulher conceituada, além de ser aclamada como pintora.

Disponível na Netflix.

4. Mad Max: Estrada da fúria (2015)

Após iniciar uma guerra mortal contra Immortan Joe, para salvar um grupo de garotas, Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) se depara com Max Rockatansky (Tom Hardy), um guerreiro das estradas que também está tentando fugir. Dessa vez, o tirano Joe está ainda mais implacável pois teve algo insubstituível roubado, dando início a uma perseguição perigosa.

5. Que horas ela volta? (2015)

Protagonizado por Regina Casé, Que Horas Ela Volta? conta a história da pernambucana Val, que foi trabalhar como empregada doméstica em São Paulo para pagar os estudos da filha Jéssica (Camila Márdila), deixada em Recife. Depois de 10 anos, mãe e filha se reencontram. No entanto, a chegada de Jéssica vai alterar a rotina dos empregadores, o casal Bárbara (Karine Teles) e Carlos (Lourenço Mutarelli). O filme é uma crítica social, na medida em que retrata a relação (retrógrada) entre patrões e empregados.

10, MAR de 2017